A CRACS é uma associação situada na freguesia de Sousela, no concelho de Lousada, tendo sido a primeira a surgir na freguesia após 25 de Abril. Os sócios fundadores foram José Pacheco, José Ferreira Neto e Francisco Ferreira Neto, mas houve várias outras pessoas que se envolveram ativamente e tornaram possível a sua constituição. Os seus estatutos foram publicados no Diário da República no dia 28 de Setembro de 1976, assumindo como principais objetivos: “agregar os seus elementos e promover o recreio, a cultura popular e o bem-estar social em especial nos habitantes da freguesia”. Com esses objetivos, foi preocupação da CRACS assegurar que todos participassem nas mais diversas atividades e na gestão da coletividade. Durante os primeiros anos de existência, a associação teve um elevado número de pessoas envolvidas, tendo a sua atividade sido muito marcante em toda a freguesia, constituindo-se como um importante polo de desenvolvimento local e de produção e divulgação cultural em áreas muito diversas, com profundos impactos na vida de muitas pessoas, designadamente dos jovens e das mulheres, que encontraram na coletividade um importante espaço de afirmação e de liberdade. Nos últimos anos, esta realidade tem-se alterado, existindo um menor número de pessoas a participar o que se traduz numa menor atividade e numa participação geral mais reduzida.
A primeira sede da coletividade estava situada por cima da escola antiga de Moreira e, posteriormente, em 11 de Junho de 1988, passou para o local onde se encontra atualmente. A criação da própria sede e a mudança para a mesma foi um dos acontecimentos mais significativos na vida da coletividade.
Em 2013, a CRACS tinha cerca de 100 sócios com as cotas em dia, e muitas outras pessoas eram simpatizantes ou participantes. Cada sócio é convidado a pagar a cota de 0,50 euros por mês. As crianças e jovens até aos 18 anos, estudantes e reformados não pagam cotas.
As suas instalações situam-se num edifício que integra 5 salas para uso da coletividade (3 maiores e duas bastante mais pequenas), um café com uma sala de jogos e armazém adjacente; no mesmo espaço tem um ringue com 3 balneários e uma sala pequena. Existe ainda um espaço exterior, coberto com lonas, e um espaço de estacionamento. Para além destes, a coletividade utiliza ainda um campo de futebol de terra batida, denominado de Campo de Futebol José Gonçalves da Costa, pelo qual paga uma renda simbólica.Atualmente, a coletividade dedica-se ao futebol: na época 2026/2027 tem equipa sénior nas competições do INATEL e equipas de formação de sub-9, sub-12 e sub-14. Tem ainda em funcionamento o bar/café, que está concessionado e que, não sendo uma atividade própria da associação, tem o potencial de juntar as pessoas. Para além deste bar existe uma barraca junto ao campo de futebol, de terra batida, que a direção explora nos dias de jogos e/ou treinos. De acordo com a direção, nestas atividades estão envolvidas cerca de 60 pessoas.
Para além das atividades regulares, a coletividade organiza ainda algumas atividades esporádicas ao longo do ano: festival de folclore, torneios de futebol (organizados pela coletividade, participação em torneios organizados por outras coletividades e participação no torneio concelhio organizado pela AFAL – Associação de Futebol Amador de Lousada), passeios, festas (natal, dia mundial da criança, aniversário da coletividade, etc.), magustos, sardinhadas e jantares de angariação de fundos.
Economicamente a coletividade sobrevive com as cotas dos sócios, a renda do bar, os lucros da barraquinha, o apoio de empresários da região e algum apoio esporádico da junta de freguesia de Sousela.
Na freguesia existem mais três associações: a GACER (Grupo Associativo de Cultura e Estudos Recreativos), o Grupo de Bombos de Sousela e o Centro Social e Paroquial.
Citado de:
Cardoso, Carla (2013). CRACS (Coletividade Recreativa e de Ação Cultural de Sousela): Percurso histórico, participação e aprendizagens. Porto: Tese de Mestrado, FPCEUP. (pgs. 16-17)